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Blog de morangos
 


CULTIVO PROTEGIDO

Não há variedades de morango totalmente resistentes a pragas e doenças, o controle químico torna-se cada vez mais difícil, pois, com o tempo, os microorganismos podem adquirir resistência aos agroquímicos. Por outro lado, o consumidor exige cada vez menos agrotóxico.

O túnel plástico para o cultivo de morango vem sendo cada vez mais utilizado pelos produtores. Oferece melhoria de qualidade e disponibilidade do produto em uma condição mais controlada. O túnel evita excessos de chuva ou seca ou mesmo danos provocados por granizo.

 VANTAGENS DO CULTIVO EM AMBIENTE PROTEGIDO

  • Reduz a umidade foliar, com reflexos positivos na diminuição da ocorrência de doenças que atacam a parte aérea.
  • Amplia o período de safra.
  • Permite o uso de técnicas de desinfecção de solo: solarização ou aplicação de produtos fumigantes.
  • Facilita o uso de substrato.
  • Protege contra geadas.

DESVANTAGENS DO CULTIVO EM AMBIENTE PROTEGIDO

Devido as mudanças na estrutura dificulta a rotação de áreas, prática usual em função das doenças oriundas do solo.

A utilização de túnel tem como função básica proteger as plantas da chuva, neblinas, ou orvalho muito forte, evitando o molhamento da folha e, como conseqüência, reduzindo drasticamente a incidência de fungos e bactérias, criando condições de produzir frutos de excelente qualidade, com reduzida utilização de defensivos.

Além do túnel baixo, existe a produção de morangos em casa plástica, que tem as mesmas funções do túnel, com a vantagem de permitir atividades de tratos culturais, mesmo em dias de chuva, inclusive a colheita de frutos com ótima qualidade, operação não aconselhada no túnel baixo, devido ao molhamento do fruto na colheita. Desta forma, a oferta de fruto no mercado, no dia seguinte, cai significativamente e o preço do produto reage na mesma proporção.

    Fonte:www.embrapa.br



Escrito por EHJ :) às 09h00
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Merengue de chocolate com morangos

Ingredientes:

½ xícara (chá) de açúcar (80 g)
2 claras
5 potes de danone de chocolate ao leite (550 g)
10 morangos lavados e cortados em 4 partes
Folhas de hortelã lavadas para decorar

Modo de Preparo:

Misture o açúcar com 2 colheres (sopa) de água e ferva em fogo baixo por aproximadamente 3 minutos ou até formar uma calda levemente espessa. Bata as claras em neve e acrescente a calda ao poucos, continuando a bater até formar um merengue firme e frio. Forre uma assadeira com papel-manteiga, coloque o merengue em um saco de confeitar e faça 10 discos de aproximadamente 10 cm de diâmetro. Asse em forno baixo (150º C) e entreaberto (se necessário, coloque uma colher de pau na porta do forno) por aproximadamente 1 hora ou até o merengue secar e ficar crocante. Se o merengue começar a ficar muito dourado antes de ficar firme, controle a temperatura, desligando ou abrindo mais a porta do forno.

Montagem:

Coloque um disco de suspiro sobre o prato em que for servir. Sobre ele, ponha ½ pote de danone e um pouco de morango. Cubra com outro disco e disponha mais danone e morango, e decore com uma folha de hortelã. Monte as outras porções da mesma forma.

Rendimento: 5 porções
Tempo de preparo: 30 minutos



Escrito por EHJ :) às 08h51
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Cultivo de morango

PRODUÇÃO DE MUDAS EM CULTIVO PROTEGIDO

Na produção de mudas de morangueiro, há necessidade de aquisição de plantas matrizes, oriundas de cultura de tecidos vegetais, das variedades que interessa produzir.

Antes do plantio das matrizes, deve-se escolher o local mais apropriado. O solo deve ser corrigido e adubado, de acordo com a análise, incorporando-se o corretivo e melhorando as condições físicas do solo para um maior enraizamento e multiplicação dos estolhos. O plantio deve ser realizado de setembro a novembro, para que as mudas estejam disponíveis de abril a maio, dependendo da região produtora.

De preferência, deve-se plantar as matrizes em terrenos que não foram cultivados com morangueiro e solanáceas.

O espaçamento mais utilizado para plantio das matrizes é o de 2 m x 1m ou 2m x 2m, sendo usadas de 2.500 a 5.000 matrizes por hectare, com potencial de produção de 1.000.000 de mudas. Para cada muda plantada, deve-se adicionar cerca de 3 kg de esterco bovino curtido e 100 gramas de superfosfato simples, por coveta.

O controle de plantas invasoras é fundamental durante a produção de estolhos e multiplicação das mudas, evitando-se a concorrência por nutrientes e dificuldades na retirada posterior das mudas.

Quando as mudas forem arrancadas, deve ser efetuada uma limpeza (toillete), aparando as folhas e reduzindo um pouco o sistema radicular, se for o caso. As mudas devem ser padronizadas quanto ao diâmetro da coroa, uma vez que a operação de plantio será facilitada, melhorará o estande e uniformizará a colheita.

PRINCIPAIS CULTIVARES DE MORANGO

Campinas: cultivar de dias curtos e rústica; fruto grande e de bom sabor; tolerância à mancha angular (Xanthomonas fragariae); susceptível à rizoctoniose (Rhizoctonia), antracnose (Colletotrichum sp) e à murcha de verticilium (Verticillium albo-atrum).

Vila Nova: cultivar de dias curtos; planta de porte médio; folhas de densidade e tamanho médios e de coloração verde escura; ciclo precoce e alta produtividade. Frutos de formato cônico, longos e graúdos quando das flores primárias e secundárias e pequenos quando das flores terciárias e quaternárias.Resistente à mancha de micosfarela (Mycosphaerella fragariae) e à mancha de dendrofoma (Dendrophoma obscurans), tolerante à antracnose (Colletotrichum fragariae) e susceptível ao mofo cinzento (Botrytis cinerea) e à podridão do colo e rizoma (Phytophtora cactorum).

Santa Clara: cultivar de dias curtos; planta de alto vigor, boa densidade de folhas que recobrem os frutos. Frutos de tamanho médio, formato irregular, epiderme vermelha escura; polpa de textura média e cor vermelha uniforme; ciclo médio e produtividade alta; sabor ácido e próprio para industrialização. Resistente à mancha de micosfarela (Mycosphaerella fragariae), à mancha de diplocarpon (Diplocarpon earliana) e à mancha de dendrofoma (Dendrophoma obscurans), tolerante à antracnose (Colletotrichum fragariae) e ao mofo cinzento (Botrytis cinerea).

Tangi: cultivar de dias curtos; planta vigorosa, com folhas grandes e de coloração verde escura, apresentando muita pilosidade nos folíolos, característica que evidencia tolerância ao ácaro rajado; ciclo tardio e capacidade de produção mediana. Frutos de tamanho médio, polpa de textura média e de coloração rósea intensa; epiderme de coloração vermelha clara; sabor semi-ácido, próprio para consumo "in natura". Resistente à mancha de micosfarela (Mycosphaerella fragariae), tolerante à antracnose (Colletotrichum fragariae) e susceptível ao mofo cinzento (Botrytis cinerea).

Oso Grande: cultivar de dias curtos e de grande adaptabilidade; planta vigorosa, com folhas grandes e de coloração verde escura; ciclo mediano e elevada capacidade produtiva. Frutos de tamanho grande, polpa de textura firme no início da produção e mediana no final da colheita, de coloração vermelha clara e aromática; epiderme vermelha clara; sabor subácido, próprio para consumo "in natura". Tolerante ao mofo cinzento (Botrytis cinerea) e susceptível à mancha de micosfarela (Mycosphaerella fragariae) e à antracnose (Colletotrichum fragariae e Colletotrichum acutatum).

Camarosa: cultivar de dias curtos; planta vigorosa com folhas grandes e coloração verde escura; ciclo precoce e com alta capacidade de produção. Frutos de tamanho grande; epiderme vermelha escura; polpa de textura firme e de coloração interna vermelha brilhante, escura e uniforme; sabor subácido, próprio para consumo "in natura" e industrialização. Susceptível à mancha de micosfarela (Mycosphaerella fragariae), à antracnose (Colletotrichum fragariae e Colletotrichum acutatum) e ao mofo cinzento (Botrytis cinerea).

Tudla Milsey: cultivar de dias curtos; planta vigorosa com folhas grandes de coloração verde escura; ciclo tardio e com grande capacidade produtiva. Frutos de formato cônico ou de cunha alongado, de tamanho grande, polpa de textura firme e de coloração vermelha; epiderme vermelha; sabor subácido, próprio para consumo "in natura" ou congelamento em fatias ou cubos. Tolerante ao mofo cinzento (Botrytis cinerea) e susceptível à mancha de micosfarela (Mycosphaerella fragariae) e à antracnose (Colletotrichum fragariae e Colletotrichum acutatum).

 DOEÇAS DO MORANGUEIRO

Antracnose 

Causada por um fungo (Colletotrichum gloreosporioidis, C. acutatum e C. fragariae), produz lesões e estrangulamento em estalões, pecíolo, pedúnculo, fruto e coroa da planta. Nos frutos as lesões são arredondadas, aprofundadas e firmes. As manchas podem ser escuras ou marrom claro, tornando-se alaranjadas no centro quando ocorre a produção de esporos ("semente da doença"). A podridão é mais comum em frutos maduros, mas em surtos severos, frutos verdes também são atacados. Nos pecíolos, pedúnculos e estalões, as lesões são escuras, aumentam de tamanho, tornando-se pretas e aprofundadas. Quando ataca a coroa, provoca podridão, murcha e morte da planta. Ao ser cortada a corroa apresenta uma coloração avermelhada.

 

Micosfarela

É uma doença importante causada por Mycosphaerella fragaria (Tul.) Lindau. Produz lesões nas folhas principalmente, nos pecíolos e estolões. Nas folhas, a lesão inicia com uma pequena mancha de coloração púrpura, que aumenta até 3-6 mm de diâmetro. O centro torna-se marrom, evolui para cinza e finalmente branco nas folhas maduras. Nos estalões, pecíolos e cálices, as lesões são semelhantes às das folhas. Em condições de tempo úmido e quente, pode não ocorrer a coloração púrpura-avermelhada em torno da lesão. Em tais condições, o centro acinzentado pode surgir em folhas jovens.

Mofo Cinzento

Causada por Botrytis cinerea Pers. Ex Fr., causa podridão dos frutos e ataca também as folhas, pecíolos, caule, botões florais e pétalas.

A podridão pode iniciar em qualquer ponto da superfície do fruto, mas geralmente começa no lado do fruto em contato com o solo. O tecido infectado é marrom claro, e posteriormente desenvolve abundante massa de micélio e esporos de aspecto cotonoso.

A doença é favorecida por temperaturas amenas e alta umidade, que é o fator mais importante. Chuvas freqüentes induzem ataques severos. O fungo pode sobreviver a o inverno em restos de culturas.

Mancha de dendrofoma

Causada por Phomopsis obscurans (Ell. & Ev.) Sutton (sin. Dendrophoma obscurans (Ell. & Ev.) H.W. (Anderson) produz lesões nas folhas maduras, frutos e cálice. Nas folhas, inicia com pequenos pontos avermelhados. Posteriormente, as lesões apresentam uma zonação, com a porção interna marrom claro, circundada de vermelho ou amarelo. As lesões velhas próximas às veias principais, apresentam em forma de V. Nos frutos maduros ou em fase de maturação produz manchas arredondadas cor rosa-claro, evoluindo para marrom-claro nas margens tornando-se mais escuro em direção ao centro.

Verticilose

É causada por Verticillium spp, um habitante do solo. Os sintomas normalmente aparecem na primavera, em condições de estresse, devido à alta temperatura, alta insolação ou seca, que interrompem o clima ameno do início do ciclo. As folhas externas ficam de coloração marrom, murcham, as centrais tendem, a permanecer verdes e túrgida, e, finalmente a planta morre. A doença tende a ser mais severa no período de produção, principalmente em lavouras com alto nível de nitrogênio.

Furiose

É causada por Fusarium spp., seu desenvolvimento é favorecido por altas temperaturas que fazem com que as folhas murchem rapidamente e morram. Em condições de temperatura amena, as folhas amarelecem, em vez de murcharem.

Oideo 

Causada por Sphaerotheca macularis, é uma doença severa sobre as plantas de morangueiro, principalmente quando cultivadas em estufa plástica. O Sintoma característico é a presença de micélio e esporos do fungo (pó branco) em ambos os lados da folha. Nas folhas, podem ocorrer deformações, como enrolamento de bordas, principalmente, se a infecção iniciar antes de seu completo desenvolvimento. Flores e frutos, em todos os estádios de desenvolvimento, são suscetíveis. Frutos maduros permanecem firmes e carnudos com profuso micélio branco sobre a superfície.

      Fonte:www.embrapa.br



Escrito por EHJ :) às 09h16
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